Instituto Tomie Ohtake
Dentro do Instituto Tomie Ohtake está à exposição “Livio Abramo”, ele nasceu em 1903, filho de italianos, trabalhou com gravura principalmente, suas gravuras eram feitas pela técnica de Xilogravura. Um artista autodidata desenhava desde de criança e mais tarde começou a se aventurar na gravura.
A exposição usa uma linha do tempo que vai mais ou menos de 1930 a 1980. Quando você vai passando da para notar a evolução das obras durantes os anos e como os acontecimentos de determinados anos influenciavam suas gravuras. Tem gravuras da guerra, gravuras de São Paulo, fez uma serie de 27 gravuras de “Pelos sertões”, contos de Afonso Arinos, gravada entre 1946 e 1948.
A exposição conta com as gravuras originais, além disso, estavam expostos jornais com gravuras dele. Livio Abramo foi redator do jornal o Estado de São Paulo. Todas as gravuras que ele fez para os jornais tinham um cunho político, ele tinha essa preocupação política e era militante.
Livio na década de 50 integrou Missão Cultural Brasil Paraguai, mais tarde ele foi viver no Paraguai sendo um importante intermediador entre as duas culturas. Viveu por lá algum tempo (Os últimos 30 anos de sua vida fora do Brasil). Na exposição tem alguns trabalhos dessa fase que vive no Paraguai, a evolução das obras dessa ultima fase é notória e como o Paraguai interfere nelas é nítida.
Foi interessante conhecer o trabalho de Livio Abramo, nessa época estava estudando Xilogravura na oficina de intervenção urbana, como estava fazendo sabia a dificuldade de fazer trabalho em madeira e ver como Livio Abramo conseguia fazer detalhes, tinha precisão e contrastes nas obras.
A exposição contava com um documentário também, uma exposição bem completa. Como faço Interface digital não tenho muito contato com esse tipo de arte.







Novembro 3, 2007 ás 4:29 pm |
acho que vocês poderiam mostrar um pouco da xilogravura no Brasil (história) com seus principais expoentes e seus precursores.